
Um ano, muitas vidas, todas as histórias
Que homem é esse que passou tantas vezes por mim e só uma foi fatal? Que homem é esse que me tira do sério, me descabela a alma, me faz mulher, e sua, e feminina, e sua, e somente sua, quando me faz mulher? Que me faz virar os olhos mais do que sorvete de macadâmia, que brinca com o dia-a-dia como se fosse o momento mais feliz da vida, e que brinca com minha brabeza, acalma meus medos, me tira a risada mais gostosa e sincera que eu já dei nessa vida? E tantas vezes, e repetidas, ele brinca comigo, e toca o barco do meu lado, e faz poesia o cotidiano monótono...Que homem é esse, meu Deus, que sem eu não existo, que sem sou só minha parte mais chata, menina, solitária? Que homem é esse que me toma de um jeito único, sábio, latente? Que faz meu desejo ser espontâneo, crescente? Que homem é esse, meu Deus, que pode fazer do dia-a-dia ainda mais gostoso? Que homem é esse que silencia quando meus ouvidos clamam a solidão das palavras, e me ouve quando eu grito por dentro, e que escuta quando eu digo em alto e bom som todas as miudezas do meu cotidiano? Que homem é esse, meu Deus? Que é amor em 100% do nosso tempo? Que homem é esse, que me descobre, me revela, me intima, me faz ser? Que homem é esse, meu Deus, que sempre que vai, sinto que fica, e, antes que eu me aflija, já está de volta? Que homem é esse, meu Deus, que colocaste no meu caminho, sem medos ou empecilhos, dores ou limitações, assim, tão grande e intenso...e, pronto para me amar? Meu Deus, não sei dizer que homem é esse, tão meu, tão dele, tão seu, tão da vida, que sabe de tudo de mim, sem que ninguém tenha mencionado uma só palavra a meu respeito. Não sei que homem pudera ser assim, pra mim, tão certinho, tão encaixadinho, tão perfeitinho para meu eu. Não sei de nada, e vivo despreocupada por saber, que a única coisa que sei, é que ele acorda todas as manhãs do meu lado e cheira o meu mais doce perfume.
Escrito por Carol Lopes às 18h13
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