Ode à cachaça
Caninha barata que embriaga o meu amor, não alivia a minha dor, mas atiça o meu ardor, me larga ou me entorpece, mas pare de brincar de meias-ilusões. Eludibriadora! Traiçoeira! Rancorosa! De você eu quero distância de um canudinho fino e colorido. Você, que sempre presente nas grandes desgraças e felicidades humanas, não pode saber a inveja que me causa. Consumou-a para provar-lhe que sou mais eu sem você, mas é você que me prova que liberdade na boca de quem não tem glândulas sensitivas é bala no pacote. Marvada, eu ainda me vingo de você. Eu ainda lhe roubo o meu amor, que pensas que é seu.
Escrito por Carol Lopes às 21h54
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Caetano, obrigada pela companhia. Em noites em que o tempo é o da distância, os amigos é só saudade, minha menina não aparece, o trabalho é ganha-pão e a cachaça não seduz, você tem feito milagres.

Escrito por Carol Lopes às 21h17
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