Caraíva
Hoje vou passear ao sol. Tomzim vai recitar Elisa Lucinda pra mim e nós vamos achar que nosso amor é estrela. A temperatura será agradável. Tanto que não notaremos se faz frio ou calor. Um silêncio de 5 mil anos preencherá o espaço. O peito estará completo da mais morna água. Nenhum sentimento pontiagudo vai atritar o espaço. No caminho, só o que for natural. Sentirei a energia do centro da terra, mas não me importarei que é mais além. Homo sapiens só os semelhantes. A bebida destilada só fará cócegas na língua; o balanço da dança fechará a noite luminosa. Ao meu lado, o amor. Do outro, também. Em mim, eu completamente.
Escrito por Carol Lopes às 21h05
[]
[envie esta mensagem]
|
Mais um dia em que acordo suspensa no ar
Luto contra o impertinente sentimento do medo presente, que quer me atordoar. Os sentimentos inebriados respiram uma gota de racionalidade, que em nada pode ajudar. Temo a insustentável leveza do ser como temo o tempo traiçoeiro que tudo pode acabar. Tudo é incerteza pra um coração que ama sem vontade de cessar. Da rima pobre o medo escondido. Um amor bonito que não pode ser visto. Custa a fragilidade do amante que sozinho e errante sofre quieto no semblante.
Escrito por Carol Lopes às 20h34
[]
[envie esta mensagem]
|