À amiga que nunca me viu como sua
Os grandes presentes da vida não vêm embrulhados em papel de cetim. Os dias comemorativos saem mesmo imperfeitos. Assim como os grandes dias, sem que deixem de serem comemorados ou grandiosos. As provas de amor não passam no néon, a dor não sai no jornal, o carinho nem concreto é. A beleza pode estar na flor que surge do asfalto, a conquista pode vir de um gesto torto. A ajuda pode estar na mão não estendida. A amizade pode nascer da rejeição ao outro. A presença pode ser ausente, a troca indireta, a devoção silenciosa.

Escrito por Carol Lopes às 14h58
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