O meu amor
Amo com tanta intensidade o segundo, que ao segundo seguinte parece restar somente o vácuo. Uma ausência de mim. Porque só sou quando é intenso. Me incomoda o amor que não dói. Mas muito mais me dói o amor que me incomoda. Preciso da veia que pulsa, do sol desvirginando a madrugada, da dor de nascer. Paixões que me movem, em uma vida sem paixão. Esse ser que pulsa sem existir me deixa louca. Esse estranho ser, que só será reconhecido nessas palavras, por um outro ser, igualmente estranho.
Escrito por Carol Lopes às 14h01
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