Adeus meu anjo
Ninguém em casa para ignorar Nem você, minha obrigação diária Aí é que eu descubro a solidão da minha ignorância.
Do amor não devotado, do carinho não dado, do reconhecimento não demonstrado. Você envelheceu e eu me recusei a ver. Você olhou dentro dos meus olhos e eu me recusei a aceitar seu Adeus. Você me amava, mas nem isso eu soube admitir.
Você cumpriu sua missão e eu fiquei aqui, para aprender com outras almas puras o que você sabia desde os seus primeiros momentos de vida quando você me escolheu para cuidar de você. Papel este que eu recusei. Hoje eu só posso dizer Adeus, em telepatia. Você se foi, e eu nem me despedi de você.

Escrito por Carol Lopes às 10h30
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