Globalização e pós-modernidade
Tem um menino na minha rua. Deve ter mais ou menos 14 anos. Brinca de pega-pega e vive correndo pra cima e pra baixo de bicicleta. E não é só nas férias. Fica sujo no fim do dia.
Ainda existem meninos de 14 anos?
Alguém me diz: conheci um menino de seis anos. Era um investimento, em referência às aulas particulares de inglês que a mãe do menino lhe enfiava goela abaixo, entre outras altas projeções.
Que eu me lembre, goela abaixo era só bife de fígado, jiló e outras preciosidades da culinária brasileira.
Enquanto ouço uma música em inglês, leio em espanhol, escrevo em português, tento me esquecer do alemão, simultaneamente, sinto uma dó danada de nossas sabichonas crianças do e-bank, das crianças que nunca terão 1 real no e-bank, e, no fundo, da minha geração coca-cola.
Escrito por Carol Lopes às 21h59
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